Baleias na região
Entre julho e novembro, o litoral sul de Palhoça vira maternidade a céu aberto para a baleia-franca-austral, com mãe e filhote nadando a poucos metros da areia.

Todo inverno, entre julho e novembro, a mesma cena se repete: fêmeas de baleia-franca chegam das águas geladas do sul para parir e amamentar seus filhotes nas enseadas protegidas de Palhoça. A Praia da Pinheira é um dos pontos oficiais de monitoramento do ProFRANCA, projeto do Instituto Australis que acompanha os animais por terra desde a Pinheira até Laguna — mas os avistamentos também são comuns na Guarda do Embaú e na Ponta do Papagaio, às vezes bem perto do costão. O motivo de tanta baleia por aqui é físico: as baías da região formam abrigo natural contra onda e vento forte, economizando energia justamente para as mães que passam a temporada inteira sem se alimentar enquanto cuidam do filhote.
O que era só curiosidade de pescador virou ciência séria: pesquisadores registram todo ano casais de mãe e filhote, e volta e meia aparece algum filhote semi-albino, fenômeno raro que vira notícia estadual. Para quem visita, não precisa de barco nem de equipamento especial — muita gente avista as baleias direto da areia ou do costão, o que faz do inverno, tradicionalmente baixa temporada nas praias, um motivo à parte para vir até aqui.


